Espaço Aberto ONG Brasil 2012 - Macrotema: Sustentabilidade e Desenvolvimento-Sessão 2-Tarde
Ciclo de Palestras – Espaço Aberto ONG Brasil 2012
06 de dezembro - quinta-feira - Sessão 2 – Tarde
Macrotema: Sustentabilidade e Desenvolvimento
Das 14h00 às 16h05 / 18h00 – 20h15 – Auditório Vila Maria
organização:

Programação
Palestra: Segunda Sem Carne: uma campanha que todos podem apoiar
Entidade: Humane Society International - HSI
Macrotema: Sustentabilidade e Desenvolvimento
Palestrante: Guilherme Carvalho - Biólogo, representante da HSI no Brasil e Coordenador do Dep. de Meio Ambiente da SVB
Resumo: Presente em mais de 20 países, a Segunda Sem Carne é uma campanha que visa à redução do consumo de carnes e de seus impactos sobre a sociedade, o meio ambiente e os animais. Lançada no Brasil em 2009, a Segunda Sem Carne conta com o apoio de cinco prefeituras brasileiras, incluindo São Paulo e Curitiba, bem como figuras públicas como o ex-Beatle Paul McCartney, o ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil e a atual Ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
Demandando a maior parte da produção global de milho e soja, o setor pecuário é hoje um dos maiores poluidores do ar, solo e água, e responde por cerca de um quinto das mudanças climáticas. No Brasil, que detém o maior rebanho de bois do mundo, o setor é também o maior responsável pelo desmatamento da Amazônia.
No âmbito da saúde pública, também há preocupações: o brasileiro médio, que já figura entre os maiores consumidores de carnes do mundo, demanda hoje cerca de 220 gramas de carnes por dia — quantidade muito superior ao limite preconizado pelo Ministério da Saúde.
Além disso, mais de 67 bilhões de animais terrestres são criados e abatidos a cada ano para consumo humano em todo o mundo, a maioria deles confinados em granjas industriais que lhes causam grande sofrimento. Muitos destes animais são criados em gaiolas que não lhes permitem quase nenhum movimento.
Na palestra "Segunda Sem Carne: uma campanha que todos podem apoiar", será apresentada a campanha, seus fundamentos e conquistas, e as razões pelas quais a Segunda Sem Carne está alinhada com a missão de muitas organizações socioambientais. Objetiva-se, assim, multiplicar o alcance e os impactos positivos que esta campanha oferece ao meio ambiente, pessoas e animais.
Palestra: Consumismo e Infância
Entidade: Instituto Alana
Macrotema: Sustentabilidade e Desenvolvimento
Palestrante: Mônica Xavier - Bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) com certificação de proficiência em inglês pela Universidade de Michigan – USA. Educadora social desde 1983, é especialista em desenvolvimento, acompanhamento e avaliação de projetos sociais. Como segunda graduação, cursa Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).
Resumo: A palestra, baseada na versão curta do documentário “Criança a alma do negócio”, de Estela Renner, tem como objetivo sensibilizar a sociedade, profissionais de responsabilidade social, educadores e voluntários sobre temas contundentes como a exposição da infância aos meios de comunicação, publicidade e consumismo; levanta as questões que impelem nossa sociedade – principalmente nossas crianças – a um modo de vida onde o consumo parece ser a principal razão da existência.
Palestra: Economia Solidária
Entidade: Instituto Consulado da Mulher
Macrotema: Sustentabilidade e Desenvolvimento
Palestrante: Christiano Basile - Engenheiro de Produção-UFSCar, especialista em Economia Solidária
Resumo: Apresentar Fatores de Sucesso e Desafios das práticas de geração de trabalho e renda com base na assessoria a empreendimentos populares e solidários protagonizados por mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Temas abordados: Fatores de Sucesso, Princípios e Proposta Metodológica para práticas de geração de trabalho e renda, em específico a partir da Assessoria a Empreendimentos Populares e Solidários com base na Educação em Gênero, Economia Solidária e Educação Popular.
Das 16h05 às 18h00 Visita à exposição
Palestra: Arte Como Campo de Conhecimento para o Desenvolvimento Sustentável
Entidade: Instituto Recicle
Macrotema: Sustentabilidade e Desenvolvimento
Palestrante: Renata Moura - Há dez anos Educadora sócio-ambiental. Palestrante e Coordenadora de Projetos sociais, ambientais e artístico-culturais do Instituto Recicle. Desenvolve projetos para o Terceiro Setor, Empresas Privadas, Poder Público. Atuou como técnica ambiental em programas de urbanização de favelas SEHAB. Técnica Socioambiental e Arte Educação pelo GTA. Especialista em oficinas de arte através do reaproveitamento de materiais descartados. Elaboração de conteúdos pedagógicos e manuais especialmente sobre Meio Ambiente, Literatura e Artes. Licenciatura Curta em Educação Artística - 1993 / 1996 . FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado. Especialização em Saúde Ambiental - Faculdade de Saúde Pública – USP.
Resumo: Apresentação do Projeto Arte Ambiente que há 12 anos possibilita o acesso da arte, cultura e conhecimento em comunidades distantes da garantia deste acesso, promove desenvolvimento através da criação de um espaço pedagógico onde se reflete sobre questões socioambientais. A apresentação retratará sobre as experiências realizadas, grande parte delas desenvolvidas pelo Instituto Recicle que o utiliza como concepção pedagógica em seu programa de ações e atividades, intimamente ligadas às questões ambientais.
Por ser uma proposta para desenvolvimento local aborda os três pilares da sustentabilidade,através de estratégias específicas para cada pilar: O Eixo Artes, o Eixo Aprendiz de Ofício e o Eixo Meio Ambiente promove e incentiva respectivamente: ações voltadas para o desenvolvimento integral da criança e do adolescente, a inserção à cadeia produtiva através de uma qualificação profissional com base nos valores de uma economia solidária e sustentável, que incentiva o conhecimento, e a educação ambiental como instrumento de sensibilização e mobilização para um ambiente mais adequado e protegido para a sociedade hoje e para o seu futuro. Propõe o consumo consciente, às boas práticas ambientais e fundamentalmente a implantação de usinas de triagem para a efetivação da coleta seletiva e reciclagem de materiais, sempre visando a destinação correta e o menor impacto ambiental possível. Conceitos de cidadania, governança e participação social fazem parte da dinâmica e do processo em si, inerentes e intrínsecas a cada ação desenvolvida.
Destinado aos diversos segmentos da educação: rede pública, rede privada, terceiro setor, como também para profissionais da área de segurança do trabalho e responsabilidade socioambiental das empresas, que poderão se inspirar em novas maneiras de abordar, sensibilizar e mobilizar seu grupo.
Palestra: CASE: A Experiencia de uma cooperativa de catadores
Entidade: Instituto Saber Solidário
Macrotema: Sustentabilidade e Desenvolvimento
Palestrante: Eni Leide Conceicao Silva - Dra. Engenharia de Produção,Mestra Psicologia Social, escritora
Resumo: A procura de novos modelos econômicos reacendeu a discussão em torno de conceitos de autogestão, de cooperação, de solidariedade, de inclusão social e digital.
Na conjuntura atual, os Empreendimentos de Economia Solidária surgem como uma opção de organização social do trabalho, de renda e um ambiente profícuo para a construção, compartilhamento do conhecimento e geração de inovação.
A aceleração do processo de urbanização, a queda dos níveis de emprego, o despreparo profissional, entre outros fatores, levou muitas pessoas a descobrirem nos resíduos sólidos uma fonte de geração de trabalho e renda.
Nas megametrópoles de São Paulo e Rio de Janeiro, existe um número expressivo e crescente de pessoas que sobrevivem vasculhando lixeiras em busca de materiais recicláveis para a venda.
No contexto urbano, as Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis, representam um dos segmentos dos Empreendimentos de Economia Solidária mais mobilizados para alcançar a busca da sustentabilidade socioeconômica.
O objetivo da presente palestra é apresentar um case de construção e compartilhamento do conhecimento nos Empreendimentos de Economia Solidária, mediante o conceito de Comunidade de Prática, aqui entendido como um elemento de aprendizagem coletiva dentro da organização social do trabalho.
Comunidade de Prática aqui entendida como um instrumento de aprendizagem coletiva dentro da organização social do trabalho, cujas características propostas por Wenger (2000) são: domínio (engajamento mútuo), a própria comunidade (empreendimento comum) e a prática (repertório compartilhado).
Palestra: Empreendedorismo Social 2.0 e a criação de negócios sociais inclusivos
Entidade: Unioeste, Campus de Toledo
Macrotema: Sustentabilidade e Desenvolvimento
Palestrante: Prof. Edson Marques Oliveira - outor em Serviço Social pela UNESP, Franca-SP, tese sobre Empreendedorismos Social no Brasil, professor adjunto do curso de Serviço Social da UNIOESTE, campus de Toledo-PR, ganhador do Prêmio Ethos/Valor de Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade em 2007.
Resumo
: O empreendedorismo social é uma abordagem que teve sua origem da relação entre ONGs e a transferência das ferramentas de gestão de empresas no final dos anos de 1990. Nessa primeira fase que denominamos de empreendedorismo social de primeira geração (ES 1.0) essa abordagem apresentava três características fundamentais: inovação, concretude/sustentabilidade e poder de reaplicabilidade. Apresentava uma lógica e objetivo de ganhar o mundo, o que vem influenciando tanto o mercado privado, com a atuação das empresas, como da gestão pública com a visão de plano de negócio social. Essa lógica é alterado quando surgem organizações e arranjos que caracterizam como um empreendedorismo social de segunda geração (ES 2.0) que mantem as características básicas mas altera a sua lógica fundamental, mudar o mundo e ganhar dinheiro também, nesse caso a lótica social afeta a lógica de mercado e surgem os negócios sociais inclusivos, que incluem a população de interesse no processo produtivo. Isso faz com que outras abordagens de enfrentamento da pobreza, tais como: microcrédito, tecnologia social e economia solidaria além do ESP 2.0, façam parte de uma nova estratégia de gestão, a qual denominamos de Gestão Social Integrada, sustentável e solidaria. Tal articulação tende a alterar as formas de captação de recursos e o papel de organizações sem fins lucrativos e as relações produtivas, bem como, as políticas de combate a pobreza e exclusão social.
Entrada Gratuita!
